Vincent Threefold limitava-se a ver a vida a passar sentado no banco de jardim que há tantos anos servia de miradouro para a sua existência.
Alto e esquelético, de cabelo preto que lembrava a penugem de um corvo, Vincent era uma personagem sinistra. Vestia uma gabardine preta, com ar de já ter muitos anos de uso. Vincent também não ligava muito a aparência física, e mesmo se o quisesse fazer, não o podia, já que era apenas um vagabundo que dormia na rua. Só comia graças a uma idosa que ficou muito grata de ele a ter salvo de três bandidos. A pobre velhota não podia fazer mais do que providenciar comida, porque ela própia já era pobre.
Vincent Threefold fora antes uma poderosa figura no mundo do crime organizado. Em 2029, o mundo é governado pelo crime organizado. Os governos tornaram-se numa espécie de organizações meramente simbólicas após a III Guerra Mundial, que acabara exactamente há 14 anos atrás. O rasto de destruição e o colapso financeiro mundial tinham aberto o caminho a estas organizações criminais de tomarem as rédeas do mndo. Vincent Threefold juntou-se a uma destas organizações, a “Trela de Ferro”, em 2020, e rapidamente subiu na hierarquia do crime organizado.
A “Trela de Ferro”, beneficiou, e muito, da sua presença, e quase de repente assumiu a supremacia absoluta do mundo. Mas Vincent não teria atingido patamares tão altos sem a ajuda do seu parceiro do crime, Jurgen Zigmeister. Jurgen juntou-se à Trela de Ferro ao mesmo tempo de Vincent. Enquanto que Vincent primava pela sua abordagem mais “prática” ás missões, Jurgen era conhecido pelo seu sangue-frio inperturbarável com que cumpria as missões. O duo ganhou bastante reputação na organização, até que num dia, Jurgen traiu Vincent, e armou-lhe uma cilada, que atirou Vincent para o leito da morte. Vincent acordou meses depois, no meio de um campo, coberto de ligaduras, e achou diversos utensílios médicos espalhados pela terra.
Jurgen havia-se tornado dono e senhor absoluto da Trela de Ferro. Ele básicamente controlava o mundo, sentado num antigo trono que antes tinha sido utilizado pela família real Inglesa, na antiga catredal de Notre Dame, em Paris, que ele tinha reparado, e remodelado, para servir de autêntico palácio.
E Vincent continuava a contemplar o estado das coisas. Não podia lutar contra a corrente, não se poderia vingar.
E então apareceu um homem, um vagabundo, tal como ele, mas com um aspecto muito mais sujo. O vagabundo dirigiu-se a Vincent, meteu-lhe um envelope na mão, e meteu-se a andar para onde ele tinha vindo, afagando nas suas mãos o que parecia ser um maço de notas. Vincent, obviamente intrigado, abriu o envelope. Lá dentro estavam um maço e uma carta, que dizia:
“Vincent! Há quanto tempo já não te vejo! Espero bem que esta carta chegue ao destino!
Utiliza este dinheiro para apanhares o avião para Paris. Vai até a catredal de Notre Dame. Espero-te lá.
Jurgen”
Vincent sentiu uma raiva contida há muito dele apoderar-se dele. O tom ligeiramente sarcástico da carta o enervara, o fazera recordar, com uma renovada lucidez, os acontecimentos fatídicos desse dia. Como é que Jurgen sabia que ele sobrevivera? Para que é que Jurgen o queria lá, em Paris? Para armar-lhe outra cilada?
Vincent pensou, e pensou, e finalmente decidiu, já que não tinha nada a perder, ir a Paris, ir até a Notre Dame, e ver o que o esperava.
Demorou uns dias, mas lá finalmente ele chegava a Paris. Ou o que restava dela. A III Guerra Mundial deixou as suas marcas, e de que maneira, na outora linda cidade de Paris. Agora era um amontoado de ruinas, barracas, e refugiados.
Mas a Notre Dame ainda estava lá, intacta, quase que emitia uma luz que tanto tinha de sagrado como de obsceno, que contrastava com o resto da cidade.
Quando Vincent estava prestes a entrar, encontrou duas irmãs gémeas, que se destacaram logo dos restantes habitantes da cidade por não ostentarem um aspecto sujo, de pobre. Uma delas estava muda, com a cabeça encolhida, como que de vergonha, enquanto a outra ria-se, quase eufórica.
As gémeas estacaram o olhar em Vincent assim que ele entrou. Vincent sentiu isso e olhou de volta para elas, mas elas simplesmente continuaram a olhar, sem sinal de quererem dizer alguma coisa. Então Vincent ignorou e continuou. Até que, de repente, as duas em coro, gritaram:
“Se entrares aí, morres. Tu sabes disso, não sabes?”
Vincent respondeu, simplesmente:
“Perfeitamente.”
E Vincent resumiu o seu caminho.
Quando entrou dentro da catredal, olhou para cima, e viu imediatamente Jurgen, sentado no seu trono, na varanda norte, ao pé dos vitrais seculares. Jurgen simplesmente apontou para o elevador que o trazia até lá. Vincent entrou no dito elevador, que depressa o trouxe até a varanda norte. A varanda estava decorada com diversas mesas, E olhou para Jurgen, resplandecente como um autêntico rei, o que lhe até ficava bem, visto que ele controlava o mundo.
E Jurgen disse:
“Sabes porque é que te convidei, meu amigo Vincent?” Vincent respondeu, ligeiramente irritado:
“Não, Jurgen. E não me chames de amigo.”
Jurgen respondeu, com a calma que o caracteriza.
“Mas, mas, caro amigo, não sejamos assim! Aliás, estou aqui a celebrar um dia de glória para o mundo inteiro : o dia em que um de nós morre.”
Vincent estava confuso. E Jurgen continuou:
“Chamei-te até aqui porque queria um duelo contigo. Eu tenho tudo. Tenho dinheiro, tenho poder absoluto sobre o mundo. Mas isto já me aborrece. Traí-te para controlar a Trela de Ferro, mas acabei percebendo que nem sequer a precisava. O mundo vergado aos meus pés, e eu acabo por vergar-me aos pés da minha consciência! Acabei por não te matar, porque queria que tu morresses uma morte pela solidão, enfiado numa sarjeta qualquer, mas aqui estás tu, e eu a falar contigo sobre mim! Quem ganhar esta luta, carregará com este fardo.”
“Jurgen... tu realmente mudaste ao longo destes anos.”
Mas mal tinha Vincent acabado de dizer isto, sentiu uma bala a rasar-lhe. Duas balas. E institivamente mandou-se para trás de uma estante. No chão dessa estante, estava lá uma pistola, uma prenda de Jurgen. Vincent sentiu as emoções daqueles dias de há muito a voltarem, a entranharem-se na carne, no sangue, e no espírito. Outro tiro rasou a mesa. E mais outro. Vincent respondera com um tiro, que falhou o seu alvo, já que Jurgen disparou mais duas vezes. E Vincent disparou, ou melhor, tentou disparar, já que a única coisa que se ouviu foi um “click”, que ecoou pelas paredes da catredal.
Fez-se um silêncio glacial, que foi interrompido minutos mais tarde pelo um “clang” bem alto. Jazia uma espada ao lado da mesa onde Vincent se abrigava. Fora a prenda de misericórdia de Jurgen. E Vincent, saindo do seu abrigo, com uma confiança renovada, reparou que Jurgen tinha na sua mão, uma gigantesca Zweihander ornamentada.
Vincent tentou derrubar Jurgen, mas falhou, o que despoletou uma luta de espada, num estilo medieval, abençoada pela luz do vitral mesmo à frente da varanda.
Até que Jurgen ganhou a vantagem, e cravou a esapda no peito de Vincent.
“Um fim trágico para o nosso herói… é pena. Queria-me ver livre deste fardo.”
“Então o serás.”
Um Vincent moribundo agarrou na pistola descartada de Jurgen, e desferiu-lhe um tiro fatal no peito.
Na varanda norte da Notre Dame jaziam os corpos de Vincent Threefold, e de Jurgen Zigmeister, ambos livres do seu fardo.
E PRONTOS, ACABEI ISTO! Finalemente... apesar de ter tido de despachar isto, saiu bem. Vou utilizar esta historia como base \m/
Oh bleh. I'm so fscking bored with life recently. It's the same routine every single day. It gets fucking annoying when said routine sucks. Especially in school, when everyone seems to be either an idiot, or a gigantic gaping asshole.
y helo thar, buttseckz Não tenho assim muitas coisas para falar agora. Só queria dizer que estão precisamente neste momento toneladas de ranho a escorrem pelo meu nariz.
this sucks.
Current Mood: lol, sickness. Current Music:[DB]_Bleach_97_[2B8B71B1].avi